domingo, 27 de dezembro de 2009

Sobre as historias repetidas: Dando vida aos fatos...

"... Afinal, de quantas maneiras um coração pode ser destroçado e ainda continuar batendo? (...) eu tinha passado por muitas experiências que poderiam ter acabado comigo, mas isso não me deixou mais forte. Ao contrário, eu me sentia horrivelmente frágil, como se uma única palavra pudesse me despedaçar."
(Stephenie Meyer, em Lua Nova)



(Ana Carolina - Um edificio no meio do mundo)


"Não há amor sem conquista. Os amantes precisam ao menos se deixar conquistar. As artimanhas da sedução têm um encanto próprio de quem tenta tocar no ponto frágil e depois fortalecer juntos.Amores doídos, os não correspondidos. Histórias de ausências, de lágrimas, de quem deu e não recebeu. Não deveria ser gratuito o sentimento daquele que ama? Não é gratuita a chuva que cai abundantemente? A vida, toda ela é uma graça. Bem, mas os homens não são deuses. E poucos são aqueles que conseguem dar sem exigir, sem projetar. (...) Será que as pessoas que mais sofrem são as que mais amadurecem? Será que a dor é que tem o poder de dar majestade ao amor?".
(Gabriel Chalita, em Carta entre amigos)


(Elvis Presley - Fever)





É isso aí, queridos... até mais!

Sobre as historias repetidas: Exposição dos fatos...

Eu disse no post abaixo, que tenho lido historias repetitivas. Apesar disso elas me seduzem: seja pela semelhança com minhas angustias, seja pelo desejo de me desprender de algumas amarras.... Minha vida é engraçada. Atraio tanta roubada pro meu lado que nem te conto! E o meu coração é um traidor. Não me deixa perdoar e não me deixa ficar longe... E nas raras vezes que consigo a distancia suficiente para esquecer, sou supreendida por aquela presença que inebria e aí todo o esforço vai pro saco. Mesmo depois de tanto tempo e da ferida quase curada, a pergunta grita aqui dentro: "por que?". É uma droga que não me deixa seguir em frente e isso começa a me preocupar. Tenho medo de ficar fissurada nisso. De não esquecer (de não esquecê-lo), de não me recuperar e ficar presa nesse tempo que acabou comigo, me rasgou inteira...
E é por isso que eu desejo ardentemente que 2009 acabe logo. Pra eu poder virar esta página, como fiz tantas outras vezes e pronto. Me refazer, dar outro rumo a minha historia... E esquecer que quando aquela mão toca meu corpo o mundo pára e minha respiração também. Esquecer que por um momento, por mais infimo que seja, estive em seus braços - mesmo que tenha sido só uma guerra de cócegas. Esquecer que por você eu fui traida, humilhada e adoeci. Esquecer o calor que corre pela minha espinha e o frio no meu estomago que sinto quando pousa seus olhos sobre os meus. Esquecer que, perto de você, cada poro da minha pele emana o desejo de te ter comigo e em mim. Esquecer por fim, que você é um homem e eu uma mulher; e entenderei que Deus nos fez amigos e não macho e fêmea que se encontram e... E aí meu caro, depois de três longos anos da minha vida, você deixará de ser o personagem principal das minhas historias. E eu deixarei de escrever aqui, o que nunca serei capaz (será?) de lhe dizer cara a cara, pode me chamar de covarde, eu não ligo... perto de você eu sou mesmo, e daí?
Estes são so fatos. Isso é tudo o que eu quis jogar no ventilador nos últimos seis meses e não consegui, porque era me expor demais, me rebaixar, rastejar... Mas agora, esses melindres ficaram para trás. Sou livre para dizer o que bem entendo, visto que tenho que aguentar ouvir e ver o que os outros me jogam na cara todos os dias.
E estes fatos não são o clamor de "fica comigo" ou um atestado de perdão. São apenas fatos. Que me instigam a deixar aqui, para finalizar, uma frase de Fernando Pessoa:

"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos".


Js

Sinal de vida!!!

Puxa vida, meu bloguinho... quanto tempo, né?

Eu sou toda confusão. Com tudo que vivi, com todos os fatos que aconteceram por aqui. Noites de tormentas, dias de vento e sol...
Hoje pela manhã, ma missa, agradeci a Deus por este ser o último domingo de 2009. Pela certeza de que na proxima semana eu irei me despedir das dores, dos desamores, das decepções, das conquistas, das conclusões, de tudo... E pela certeza de que eu consegui passar por tudo isso e ainda encontrar em mim forças para lutar, vencer e sorrir. E poder recomeçar em paz.
Nos últimos meses escrevi quase nada aqui, devido a quantidade de trabalhos a serem realizados, falta de tempo mesmo.
Da faculdade não há novidade: é aquilo e pronto. Ainda não estou apaixonada...
Me despedi do Conservatorio com uma dolorosa saudade dos três anos que passei por lá. Me formar no curso de Teatro é um sonho realizado - dos muitos que tenho, claro. E saímos em grande estilo: com um curta gravado e duas peças muito bacanas no curriculo. Claro, não estou contando os amigos que fiz por lá... Quando entramos neste assunto, bate a consciencia de que não estaremos juntos todo sabado, grudados, aprontando todas e rindo muito... e as lágrimas são incontroláveis. Pelo menos as minhas...
No trabalho, correria, decepção, correria e... finalmente, daqui a tres dias: férias!!!!!
Na convivencia diaria, familia: benção de Deus. Amigos: incognita; não sei mais o que esperar. Amor: o que é isso mesmo?
E falando em férias, fiz um baita estoque de livros para me divertir nos proximos trinta dias... Alguns eu não aguentei: já os devorei pelo menos duas vezes....
A parte que pega é que, por mais que busquemos variedades, as histórias são repetitivas, o mesmo drama, a mesma procura por aquele sentimento verdadeiramente cruel.... Mas enfim, navegar no imaginario vale a pena.
Natal: fantastico como sempre, com a familia, os amigos e a campanha de natal do JCC. Ai, ai...
Ano Novo: já tá chegando e eu não vejo a hora!

Bejo, bejo!!
=)

domingo, 13 de dezembro de 2009

Estranho Jeito de Amar...

Tem muita coisa pra contar, vcs nem imaginam!
Mas hoje será só este video:

"Estranho Jeito de Amar"  -  Sandy e Junior.



Beijos muitos!

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

** 2.4 **

E nesse corre-corre, nem comentei sobre a  idade nova!!! Sobre como sou grata pela minha vida e pelos presentes que Deus me deu: saude, famila, emprego, amigos, Teatro, Psicologia, etc, etc, etc...
Falando em correia, achei que chegaria o Natal mas não chegaria sexta-feira (amanhã, OBA!).

Pouquissimo tempo e muita coisa pra fazer,
Um sono descomunal, um calor infernal,
E nenhum abraço pra me acolher....


Aff.... mau humor pré prova básica de "Teorias e Sistemas Psicológicos - Psicodinâmicos". Argh!!!! Até decorar o nome da matéria é dificil... É de chorar, meu povo!     =)

***

Tá bom, nem tudo são suor e lágrimas....
Acessem o blog do curta que eu e meu grupo estamos gravando nas aulas de Teledramaturgia: http://diariodotempodaestacao.blogspot.com/!!! E votem no nome do curta!

***
"Minha voz ficou
Na espreita,
Na espera/
Quem dera
Abrir meu peito,
Cantar feliz"

(Chico Buarque)


Beijos, muitos!

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Minha alma poesia...



"A primavera chegará, mesmo que ninguém mais saiba seu nome, nem acredite no calendário, nem possua jardim para recebê-la."




sábado, 17 de outubro de 2009

Contos perdidos...

“Foi uma noite estranha”, disse ela baixinho, já deitada no colchão da sala abarrotada de pessoas que dormiam a sono alto.
Quando deu por si estava dormindo recostada nos ombros que havia pouco renegara com veemência. Sorriu. “Estou perdida”, pensou. “Agora não tem volta”. E voltou a cochilar, apertando as próprias mãos contra os joelhos para que elas não o tocassem. Seu nariz, junto ao pescoço dele, inalava seu aroma envolvente e lhe devolvia um bafo quente, quase um sussurro, quase uma prece. E se deu conta de que poderia passar a vida inteira assim, sentindo a paz que lhe abraçara. E odiou-se por isso.
Enquanto o sono não vinha, tentou explicar o porquê de tudo aquilo. Ela não sabia. Seria por causa do comentário feito sobre seu colo farto, o perfume que gostava tanto, o álcool ingerido na festa, ou talvez por estarem em festa e nessas horas todo mundo esquece as dores que carrega... Não. Não era isso. Eram aqueles olhos negros, redondos e brilhantes caindo sobre ela mais uma vez. Aquele olhar que a despe, que a vê como ninguém mais.
No meio de sonhos e tormentas acordou assustada. Sobre a luz da madrugada o viu dormindo na paz dos anjos. “Não vou permitir que isso me aconteça. Não agora”. E recusou-se a olhá-lo nos olhos mais uma vez.
(...) Era noite e ela não dormia... O pensamento vagava entre a ânsia e o desespero. “Lá vamos nós outra vez”, pensou olhando o teto que refletia o azul das paredes. Dividiam a mesma cama: ela e aquele par de olhos castanhos, pequenos e altivos. O beijo de boa-noite foi na testa, símbolo da amizade que traziam fortemente. O titulo de ‘amiga’, que por vezes a avassalava, deixava claro que sua condição de fêmea não importava ali. E tudo bem porque, definitivamente, não era essa a intenção. “Você ainda não dormiu”, disse ele. “Não tô conseguindo”, ela respondeu. “Então vamos ver um filme, quem sabe você não pega no sono...” E foram. Estavam agora mais próximos e o silencio era incômodo. Finalmente achegaram-se para dormir e ao abraçá-la o telefone tocou. “PQP!”, pensou ela. Depois disso viraram de costas um pro outro e dormiram. Pelo menos ele dormiu. Ela cochilou pouco, rolou de um lado para outro a noite toda. Em alguns momentos ele acordava e dizia preocupado: “você não dormiu nada...” e ela segurava a mão dele pedindo que não se preocupasse. Mas seu pensamento estava longe... Cada vez que tentava dormir vinha a imagem daqueles olhos negros a olhá-la. Quando cansou de esperar pelo sono levantou-se, lavou o rosto, escovou os dentes e disse para si mesma: “isso não está certo”. E desistiu. Fez o café, serviu a mesa. Quando voltou para a cama já era hora de partir. E abraçaram-se. Pareciam horas, mas foi só por alguns segundos... E tchau.
Ela fechou rápida a porta atrás de si. “Ai meu Deus.” disse.
(...) A casa estava cheia. As risadas altas, a cumplicidade entre os amigos, o cheiro da refeição. Faltava algo. Faltava alguém. A diversão não parou um segundo. As fotos espalhadas da mesa mostravam a lembrança de tudo o que passaram juntos até ali.
A música misturava-se com as gargalhadas e, de repente, a campainha tocou. Silêncio. Ela sabia. Mesmo antes de atender a porta, ela sabia. Havia dois dias, tinha assinado a sua sentença. Quando foi acolhê-lo eles se olharam por um momento. Aqueles olhos. Aquele brilho no olhar. Ela derreteu, não foi capaz de se manter por muito tempo. Ele entendeu e riram, mas não foi um riso qualquer. Tinha um quê de nervoso, de um sentimento que grita - prisioneiro no sótão.
Em instantes a casa estava recoberta pelo perfume forte, envolvente, talvez. E ela era outra pessoa. Seu sorriso mais amplo, seu corpo emanado sensualidade. Assistiram ao filme lado a lado e, por vezes ela sentia aqueles olhos penetrarem sua pele. Um arrepio lhe percorria a espinha só de pensar que...
Despediram-se num abraço curto. Num instante a casa estava vazia. E ela também. Sentiu que precisava limpa-la: a casa e ela própria. E foi o que fez.
Quando enfim deitou em sua cama, cada parte de seu corpo refletia as noites mal dormidas e os dias turbulentos. Retesou-se... “Irei descansar!”. E foi o que fez: afofou o travesseiro e dormiu tranqüila o sono dos justos.



Engraçado.... quanta coincidência. rs!



Beijo a todos.
=)