sexta-feira, 14 de novembro de 2008

A Paz Inquieta

"Dá-nos, Senhor, aquela Paz inquieta
Que denuncia a Paz dos cemitérios
E a Paz dos lucros fartos.
Dá-nos a Paz que luta pela Paz!
A Paz que nos sacode
Com a urgência do Reino.
A Paz que nos invade,
Com o vento do Espírito, a rotina e o medo,
O sossego das praias e a oração de refúgio.
A Paz das armas rotas
Na derrota das armar.
A Paz da fome de Justiça,
A Paz da Liberdade conquistada,
A Paz que se faz "nossa"
Sem cercas nem fronteiras,
Que tanto é Shalon como Salam,
Perdão, retorno, abraço...
Dá-nos a Tua Paz,
Essa Paz marginal que soletra em Belém
E agoniza na Cruz, e triunfa na Páscoa.
Dá-nos, Senhor, aquela Paz inquieta,
Que não nos deixa em Paz!"


Esse sonho inquieto se intensifica cada dia mais e mais.
E na terra do "Tio San", a esperança é Negra!!
Torço para que Deus faça dele "instrumento da Sua Paz".
Amém!

Js 10.11.08

sábado, 1 de novembro de 2008

Um pouco mais...

As noites mal dormidas voltaram.
Meu estômago não suporta mais café. Em contrapartida, a quantidade de chocolate consumida diariamente é imensurável.
Uma sensação incômoda de excitação e ansiedade percorre todo o meu corpo.
Concentrar-se é impossível com tantas vozes na minha cabeça.
Em mim, um só pensamento.
E desejo de posse, que ultrapassa todos os limites.
Argh! Esse lirismo disfarçado me irrita!



"Nada resta mas o fruto que se tem
É o bastante pra querer
Um minuto além

Por isso estou partido e tão forte assim
O amor fez parte de tudo que nos guiou
Na inocência cega, no risco das palavras certas
e até no risco da palavra: amor!"

(Caminhos de Sol -- Zizi Possi)

sábado, 25 de outubro de 2008

Esse tempo todo...

Ah! O tempo, esse bandido!

Chega uma hora na vida da gente, que precisamos de um tempo. Pra ouvir aquele silencio que grita em nós... Foi isso que aconteceu. Nos últimos 3 meses minha vida deu uma guinada. Claro, como todas as moedas, essa guinada teve seus dois lados. A parte boa é, sem dúvida o fato de eu ter sobrevivido à esse turbilhão de sentimentos à minha volta. Não foi fácil, confesso, e foi justamente por isso que me ausentei de muitas coisas. E-mails não respondidos, mensagens no celular, orkut, etc... Quisera poder me ausentar de outras coisas também. De alguns convívios, de alguns trajetos.
A verdade é que o que eu queria mesmo é não ter que responder àquela pergunta insistente: "E aí, quais são as novas?". Na real meu amigo, não tem novidade nenhuma. São as mesmas ruas, as mesmas atividades, os mesmos, sonhos - e medos também - tudo igual. E cansa pra cacete. E o pulso, ainda pulsa.... E todo aquele blá, blá, blá. Sabe como é? Não sou muito de mudanças...

"Eu sou aquele que ficou sozinho
Cantando pelos ossos do caminho
A poesia de tudo quanto é morto!"
(O Poeta do Hediondo -- Augusto dos Anjos)

O aviso de ataque de nervos descrito em uns dos meus últimos posts realmente aconteceu. Também pudera! Ninguém é tão forte que nunca tenha chorado. E meu choro veio em publico, no meio da aula de Interpretação - e não era de mentira - era puro desespero. A cura? O melhor remédio de todos: a voz da minha mãe...
Aí depois disso, veio a fase "revolta", tipo rebelde sem causa, sabe? E o resultado foi a ausência. E a consequência será, com certeza, muitos amigos chateados comigo.
Entende que eu precisava disso?
Agora já foi....
Será que há perdão pra ausência? (Sim. Este pedido é direcionado: À Meire e à Ness, por não responder, por sumir, por ser uma péssima amiga!)

Queria deixar registrado que o café já não faz mais parte das minhas fugas. Mas isso não quer dizer que não haja outros modos (comestíveis ou não) de fugir.... E eu sou boa nisso.

Dia desses tava rascunhando alguma coisa pra postar e fui reler o que escrevi até aqui. Pelo amor de Deus! Quem tem paciência pra ler isso? Tudo se resumia em minhas dores do coração partido e minha luta para parecer que tá tudo bem, quando na verdade, o chão desmoronou.... Aí, fuçando na internet, parei pra ler uns poemas do Augusto dos Anjos. Uma coisa puxa a outra, ironicamente. E é ele quem ilustra o post de hoje. Quem sabe eu não resolvo tomar um rumo na vida?

"Idealismo"

"Falas de amor, e eu ouço tudo e calo!
O amor na Humanidade é uma mentira.
É. E é por isso que na minha lira
De amores fúteis poucas vezes falo."

Comecei chamando o tempo de bandido. A gente tem mania de pôr a culpa nele, né? Parece mais fácil... E é por causa do tempo - ou a falta dele - que vou ficando por aqui! Sabe por quê? Porque ele não pára e eu tenho que acompanhar esse ritmo. E também porque hoje é um dia muito especial e eu quero aproveitá-lo muito, muito!!! Afinal, são 23 aninhos de pura arte comemorados em plena primavera!!!!
Fui...

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Feliz Aniversário!!!


Passem-se dias, horas, meses, anos
Amadureçam as ilusões da vida
Prossiga ela sempre dividida
Entre compensações e desenganos.

Faça-se a carne mais envilecida
Diminuam os bens, cresçam os danos
Vença o ideal de andar caminhos planos
Melhor que levar tudo de vencida.

Queira-se antes ventura que aventura
À medida que a têmpora embranquece
E fica tenra a fibra que era dura.

E eu te direi: amiga minha, esquece...
Que grande é este amor meu de criatura
Que vê envelhecer e não envelhece.


"Soneto de Aniversário -- Vinícios de Moraes"



Dan, este post é pra vc. Por nossa amizade e pela sua diária compreensão dos meus siricuticos!! rsrsrs.... E tbm pelas risadas e palhaçadas que fazem nossos dias mais "leves". Deus sabe como a gente precisa disso, né?

Saúde e sorrisos. Sempre!!!

:)

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Alerta!


Só para que fique claro:
Perigo eminente de surto nos próximos dias. Todo cuidado é pouco...


Em breve conto como foi "supimpa" meu final de semana. Hoje não pq td o que eu disser, será de maneira grosseira, fria e em poucas palavras.

Por hora é melhor nem comentar. Rsrsrs!!!

sábado, 16 de agosto de 2008

Pela janela
Vejo fumaça
Vejo pessoas...

Na rua os carros
No céu o sol e a chuva
O telefone tocou
Na mente fantasia...


Ai, ai, ai!!!
Pareceu-me q chegaria o Natal, mas não chegaria sexta-feira!!! A PG 2008 veio com tudo!
O resultado? O escritório é praticamente minha casa. Falta só a minha cama lá.... rsrsrs!!!
À parte isso, tem acontecido muita coisa boa. No serviço, em casa, com os amigos e comigo também...
Hoje, excepcionalmente, acordei num bom humor inacreditável... Digo isso pq essa, foi mais uma das minhas infinitas noites mal dormidas, com sonhos desconexos....
Pedi à Deus um presente de aniversário. Disse isso pra Dani tbm. O fato é q eu não suporto esperar até lá... Quero hoje. Quero agora!!!!
Mulher = ansiedade.

Sabe aquela tese de que se vc ficar olhando incisivamente para uma pessoa, ela vai acabar te olhando tbm? Pois é... olhei tanto pra'quele celular q achei q era ilusão vê-lo vibrar... Dentro de mim ressoou o "I feel good", mesmo que silenciosamente, mesmo que sem pretensão alguma...
"Como um bálsamo que não consola senão pela idéia de que é um bálsamo..."
Parece coisa de garotinha, eu sei... mas peço por isso em meu íntimo todos os dias.... Quisera eu que... Ah!! Q importa o querer? A vontade não é nada diante da realidade que me cerca...

Você me ligou
Naquela tarde vazia
E me valeu o dia...

Enfim... apesar de toda correria dessa semana, de todo o stress... de não ter tempo nem de fazer xixi, beber agua, respirar! Dentro de mim prospera aquele silêncio que eu tanto queria... Q nada diz, pq nada espera. Q vive, q sente, q acredita e deixa acontecer!

"... e parecia-lhe que entrava enfim, numa existência superiormente interessante. Onde cada hora tinha seu encanto diferente, cada passo conduzia à um êxtase..."


E é assim que a vida segue... Eu, sem meus siricuticos diários; aos poucos deixando de lado os velhos sonhos, as velhas utopias... E cada vez mais buscando o novo, o ápice, o melhor de mim. O melhor PRA mim!


NOTA:
Música: Tarde vazia - Ira!
Poema: Passagem das Horas - Fernando Pessoa
Citação do livro: Primo Basílio - Eça de Queiroz

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Eu, poesia...

"Trago dentro do meu coração,
Como num cofre que se não pode fechar de cheio,
Todos os lugares onde estive,
Todos os portos a que cheguei,
Todas as paisagens que vi através de janelas ou vigias,
Ou de tombadilhos, sonhando,
E tudo isso, que é tanto, é pouco para o que eu quero. (...)

Como um bálsamo que não consola senão pela idéia de que é um bálsamo,
A tarde de hoje e de todos os dias pouco a pouco, monótona, cai. (...)

Vi todas as coisas, e maravilhei-me de tudo,
Mas tudo ou sobrou ou foi pouco - não sei qual - e eu sofri.
Vivi todas as emoções, todos os pensamentos, todos os gestos,
E fiquei tão triste como se tivesse querido vivê-los e não conseguisse.
Amei e odiei como toda gente,
Mas para toda a gente isso foi normal e instintivo,
E para mim foi sempre a exceção, o choque, a válvula, o espasmo.(...)

Sentir tudo de todas as maneiras,
Viver tudo de todos os lados,
Ser a mesma coisa de todos os modos possíveis ao mesmo tempo,
Realizar em si toda a humanidade de todos os momentos
Num só momento difuso, profuso, completo e longínquo. (...)

Sentir tudo de todas as maneiras,
Ter todas as opiniões,
Ser sincero contradizendo-se a cada minuto,
Desagradar a si próprio pela plena liberalidade de espírito,
E amar as coisas como Deus. (...)

E sempre que estou pensando numa coisa, estou pensando noutra. (...)

Meu ser elástico, mola, agulha, trepidação ... "

(Passagem das Horas, Fernando Pessoa - poesia de Álvaro de Campos)